Os Super-Humanos
por ChicosBandRabiscando
Os gênios nunca foram pequenos,
embora tratados como neuróticos.
Tão invisíveis aos olhos,
mas não pensem que sejam micróbios.
Pois amam profundamente o que fazem,
ainda que mal compreendidos.
Estão para além da capa dos livros:
São professores, pensadores , santos ou artistas.
Não são previsíveis,
de almas sensíveis,
não há quem os explique.
Não se gabam de ser populistas.
Não é questão de vaidade ou inteligência,
porque eles já vibram em outra frequência.
Razão, intuição, coração...
Eles sentem profundamente,
vivem para além das aparências.
Nesses versos eu afirmo:
São humildes como um São um Francisco.
Vivem sós em seu exílio,
doam do seu próprio brilho.
Insaciáveis, não cabem em si,
Pagam o preço do existir.
A sua fé é a própria fome
que busca o nome.
E no seu cântico, amam o infinito.
Os gênios são lírios,
Sementes do super-homem.
Eles se agitam, se comunicam,
São a própria força da vida.
Assim, falam a linguagem dos anjos,
que ouvem suas dores e desencantos.
Pelos campos, semeiam-se em liberdade,
renascem em flores selvagens.
Amando a verdade, como um Pietro Ubaldi,
entregam-se até a última frase...
Quem dera se a humanidade os amasse.







