Ouça aqui o que eu digo,
tenho tanta coisa escrita...
Sou limpo,
um mistério subversivo
perdido em algum livro.
Ficam em mim
estes motivos...
Você chega, me lê.
Porém, não me vê!
Não sabes decifrar meus signos,
minha pele não é sintética,
minha carne são arquétipos.
Não se encante com as pegadas do mofo,
achando que é ouro.
Por que foges do homem-touro?
A ilusão é um absinto
onde a alma grita,
mas não pode ser ouvida.
Tudo o que enxerga são as folhas caídas,
esse medo reprimido que não faz sentido.
Como um castigo, se congela ao vazio.
E quando andas,
não percebes os ladrilhos.
Se vê assim:
preso ao limbo,
retornas ao mesmo ponto,
vagando no meu labirinto...
Se não brilhas,
por que entras?
Não te falo a saída.
Porque, por mais que tentes,
poderás vagar para sempre...
Pois o pêndulo se volta contra o ventre.
Decida-se,
oh, alma caída!
Não se prendas às feridas,
são tantas vidas!
Um dia também fui eu,
mas Teseu nunca morreu.
Não te vejas perdido.
Caminhar pela verdade é ter coragem,
não sejas mais um covarde!
Encontre o fio de Ariadne,
não se prenda ao mito.
Ou então se tornará mais uma lenda.
Liberte-se, cativo,
tire a venda,
se permita.
Enxergue a saída!
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ChicosBandRabiscando
O labirinto







