Sob a luz do farol,
Cai a tarde.
Eu vejo as cores do Sol.
Minha alma é essa saudade
Que se entrega e me leva.
Cada pessoa que passa por mim
Não sabe o que eu já senti.
Eu sou assim.
No alto, vejo as caravelas,
tão paralelas,
Minha alma são elas.
Navego por descobertas.
Ninguém pode sentir minha paz.
Para além do cais,
Eu busco sempre mais...
No tempo, em outra época,
São tantas eras...
Meus pés estão no convés.
Meu peito assim se confessa.
Eu penso sempre mais...
Do alto desse Mirante,
Avisto outras terras.
Distante, um viajante,
Águas que me levam.
Esse sonho não morreu,
ao leme, sou eu.
Assim me vejo,
No Tejo,
Desse desejo
Que não esqueço.
Velejo ao mais distante...
No mar distante!
Meu cântico é meu abrigo.
Navegar é preciso.
Ao vento,
à liberdade..
Ao fim de tarde,
no fim de tarde.
Sigo as gaivotas,
pois sempre voltam.
Encontrei meu destino,
o meu caminho!
Procuro meu verdadeiro nome,
para além desses montes,
nas ilhas que me respondem.
E assim minha alma navega.
Ao que me eleva,
ao que me eleva.
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O Paraíso perdido
por ChicosBandRabiscando







