Poetas nada mais são que kamikazes,
visto que a sua poesia os envaidecem.
Bom seria se atirassem de um prédio.
Dia feliz vendo a morte dos seus egos.
Poetas, escutem agora o que lis peço.
Imolem-se! Se apaguem para o universo.
Quero vê-los sangrar a pisar os pregos,
Quero vê-los sangrar a pisar os pregos,
cumpram de vez o seu destino manifesto.
Porque a poesia só é poesia quando o fiel
escudeiro é um cervo cego dos seus versos.
Não há poesia sem o puro amor a verdade.
Poetas,
não me venham a criar nenhum dilema!
Sacrifiquem-se agora por seus poemas,
nenhuma arte se serve dos covardes.
Morram convictos de não ser um ato falho.
Exponham os vossos corpos a lâmina da faca,
que ela os cortem retalhos por retalho...
que ela os cortem retalhos por retalho...
Não há neste mundo uma morte mais profunda.
Calem-se poetas, procurem não deixar dúvidas.
Calem-se poetas, procurem não deixar dúvidas.
De hoje em diante ninguém mais os acusa.
Sem entreguem a morte em pluma leveza.
E que nenhum ataude ao fogo seja poupado,
quero ver as chamas a devorar os cadernos.
Desapareça!
Desapareça!
Letra por letra...,
frases por frases.
Se apaguem!
Duvido que deixem saudades.
Quem sabe?
Provavelmente, nem mesmo a poesia
venha a chorar pelo seu fim.
venha a chorar pelo seu fim.
Poetas pedestais, altivos e embevecidos.
Todos vendidos a alma do consumismo.
Por cada um de vós oro,
desejo que queimem!
Ardam toda essa vaidade no inferno.
Envaidecidos poetas, renasçam!
Ou , descansem sem ter a paz.
Por vocês já não choro.
Autor: Francisco de Assis Dorneles
Autor: Francisco de Assis Dorneles
Credites:vecteezy
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