Uma singela homenagem ao poeta do Rio Grande do Norte,
Luiz Mário.
Luiz Mário.
Eu não te semeio em novas colheitas.
Por que mudaram as estações...
Tudo ficou assim, então...
Zodíaco sem previsão.
Houve um tempo em que não éramos covardes.
Era só a liberdade....
Uma doce brincadeira.
Consegue dizer qual saudade foi a primeira?
Para além de qualquer verão...
O que nos restou foram folhas secas na estrada.
Pois já não te escrevo em novas letras.
Não podemos fazer nada .
O tempo escreve e apaga os sentimentos...
No coração ficaram estes vãos...
O que ouvimos agora é o cântico dos ventos...
Um dia chegamos até a acreditar.
Sem saber que iríamos mudar...
Voltamos a ser pássaros de floresta.
Não há mais festa, é tudo o que nos resta!
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Autor: ChicosBandRabiscando
Pássaros de floresta
Sou um ser humano completo.
Falo muito mais que um dialeto.
Veja só como estão os meus verbos.
Queimam-se entre o céu e o inferno.
Dentro de mim nunca houve um silêncio...
No espelho respinga os meus sentimentos.
E como negar o amargor da cada veneno?
Tão cedo, desperto com a força dos ventos.
Não me diga que tudo isso seja efêmero.
Porque nas pedras eu me arrebento.
Não, eu nunca fui tão pequeno!
Será que você não está vendo?
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O cântico dos ventos
ChicosBandRabiscando
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