O voo das borboletas
por ChicosBandRabiscando
Das coisas que ficaram aqui dentro,
do mar... da brisa,
desses sentimentos,
o que restou foram memórias ao vento.
Pois todo homem tem seu novembro.
Havia tantas flores naquele jardim,
e ela estava ali,
à margem, uma tímida flor selvagem,
de alma sentida, em pétalas tão vivas.
E pelos campos ela corria,
tão pequenina, não cabia em si.
Era a mais bela das poesias.
Ao fim da tarde, se declamava a liberdade.
Foi assim que olhou para mim,
não era cópia, tinha forma, era uma flor exótica,
uma verdadeira primavera dos povos.
Vi-me fisgado por aqueles olhos.
Arrisco a dizer que era muito mais que físico,
brotava do espírito.
Com ela, meus versos buscavam o infinito.
E no êxtase daquele prazer,
sentia uma sede enorme por viver!
E assim eu escrevia na harmonia do seu ritmo,
mas nada ficou escrito.
Não pensem que exponho meus lamentos,
pois fiquem sabendo,
o amor não quebra seus juramentos,
não destoa, simplesmente ecoa...
E assim ele nos chega e nos beija.
Entre chegadas e partidas,
marca as nossas vidas com sua premissa.
Mas não tentem reter o amor,
nem sofrer pela dor.
Porque o amor é livre como as borboletas,
que ensaiam seus voos pelos campos.
O amor a si mesmo se aceita,
não dita nenhuma receita.
Se entrega sem sem prender alguma letra
E antes que eu me esqueça, que o vosso amor também floresça.
Imagem:https://www.pexels.com/photo/woman-in-white-dress-on-a-meadow-10213894/

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