A nossa sociedade colhe os seus dissabores.
Onde estão nossos valores?
Conquistamos o mundo exterior,
mas assim nos vemos...
no topo da dor.
Tão viciados, nos tornamos dados.
Consumidos, não mais existimos.
Nos vemos empanturrados pelos excessos...
e o sofrimento expõe os nossos abscessos.
E como poderia ser diferente?
A sociedade está doente!
Negamos, batemos de frente com o nosso próprio ausente.
O pensamento crítico se curvou aos algoritmos.
O consumismo segue numa falsa premissa de realidade —
vivemos o paroxismo.
Presos a uma cela,
corremos o dedo sobre a tela...
sem jamais encontrar a janela.
O sorriso oculta-se atrás da fachada.
Nenhum progresso foi capaz de curar as nossas chagas.
Cada ser caminha mudo dentro de si mesmo... perdido e sem endereço.
Já não sabemos mais quem somos!
Mais uma alma tomba sobre os próprios escombros.
E o tempo corre.... ninguém mais se comove.
Essa é a nossa sentença: a indiferença.
Perdido em falsas crenças,
o ser que pensa busca abrigo onde não há resiliência.
Na era do digital, o panóptico dita a nova moral.
Não temos mais forças para fazer escolhas;
cada grupo vive preso à sua própria bolha.
E ainda olhamos o abismo com cinismo:
estamos à beira.
E, nesse dilema, como um castigo,
grita a alma em perigo.
A pílula azul...
ou a vermelha?
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Sociedade 2.1
por ChicosBandRabiscando
Imagem:
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