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domingo, 13 de junho de 2021

Veleiro em chamas



Venha do alto e me abraça,

minhas águas estão rasas,

por você, nunca secando.

Há um veleiro em chamas!


Congelado pelo tempo,

o meu coração é o vazio

do  que nunca tardio!

Vasos quebrados são os sentimentos

de um marujo ao relento.


Nadando, dois cavalos-marinhos,

juntos, fechados ao meu ser.

Aqui, nunca contidos,

nesta vontade de dizer!


Porque dentro me acho,

atado, preso ao seu laço.

Eu não disfarço, sou pássaro,

uma ilha que não passa!...


O adeus é um deus do infinito...

Sabemos mais do que isso!

Ao mar, um lar,

bem longe, os sonhos!...


Uma água-viva, tão límpida!

Minha alma em viço,

a que tanto te grita.

Não mito!


Eu te amo!

Eu te amo!

Eu te amo!

Eu te amo!


Sou o veleiro em chamas.


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Autoria: ChicosBandRabiscando Veleiro em chamas




Mais uma letra com influencias da Legião Urbana.

Um pouco de Vento no Litoral e o Barcos.

Obs.: não encontrei a fonte original desta imagem 

que ilustra o poema, há vários links com a mesma.

Baixei deste:https://maryreis.com.br/category/blog/

domingo, 6 de junho de 2021

Trezentos e sessenta passos



Folhas mortas ao chão não podem apontar a melhor direção.

Ceder as falsas vontades, é se perder a caminho da liberdade.

O que esta morto é lenha  que alimenta a pira virgem da razão.


 Quem segue os passos da própria sombra é um ser fadado a ilusão.

Não há paz nas tempestades, não se chega ao porto em insanidade.

Só há um caminho que liberta, uma porta entreaberta, é o coração!



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Autoria: ChicosBandRabiscando


Imagem do poema(da minha autoria).











domingo, 30 de maio de 2021

Do livro do destino

 


Os caminhos são assim tão imprecisos(?)

A vida é mesmo o grande livro dos segredos.

O passado jamais fala a linguagem do vazio.

Vou pisando as folhas mortas pelo chão...


É ilusão pensar que  as trilhas são pequeninas.

Tão claro e cristalino,  digo-lhes que jamais  serão!

Porque pesada é a mochila que carrega as saudades.


Se o amor prende, se rende as águas da liberdade....

Sem lemes às mãos, busco uma nova direção...

Eu me atrevo, rasgo as paginas destes medos.

Estou além das cidades, só me resta a metade!


Tateio as placas, tento ler o livro do destino...

Cometo novos crimes, sofro outros castigos.

Sangro sim, mas  não me torno um ser passivo!


Anjos, falem-me mais sobre  o livre arbítrio.

Nunca tive a certeza de ter minha alma livre!

Ventos, qual é a direção que agora eu sigo?

A lei me impera a pisar o que já não esta vivo!

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Autoria: ChicosBandRabiscando



A ilustração do poema é da minha autoria.
















segunda-feira, 24 de maio de 2021

De quando formos...



De quando nos fizermos fortes, e assim, libertos destas nossas caixas.

De quando recusarmos as pedras e  fizermos morada na mesma Gaza.

De quando tu  finalmente me amares; a ti, também, e juntos no mesmo bem!

De quando me falares que não pertences mais a nenhum Israel.

De quando  lhe confessar que não sou  mais nenhuma Palestina.

De quando, em fim,  caminharmos de mãos dadas para a mesma  casa.

De quando recordamos que fomos aquele menino ou aquela menina!

De quando o rio Jordão não tiver mais sede de religião voltando um único amar o chão.

De quando a tua boca provar da minha, ambas seladas, sorvermos do mesmo mel.

De quando formos pagãos, crendo no mesmo Deus, amando ao mesmo céu.


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Autoria: ChicosBandRabiscando



Credites:https://pixabay.com/pt/users/hosny_salah-10285169/

domingo, 23 de maio de 2021

Guerra Santa



Um dia eles  tiveram a infeliz ideia.
Transformaram o menino-Deus no Senhor dos Exércitos.
Puseram-lhe fardas, deram-lhe armas.
Mas o Deus-menino se sentiu deserto!

Avante legionários, bandeiras desfraldadas.
A morte será exaltada, a guerra é o nosso salário!
O que ele não entendia era o porquê daqueles adereços(?)
Pobres filhos de Caim, caídos, ainda pagariam o preço!


Assim, a cruz fora invertida, nas mãos era a espada.
Homens, não temais, o menino-Deus esta conosco.
Retomemos à Terra Santa, a boa-fé nos acompanha.
Converteis, bestas  infiéis, ou pela lei cairão mortos!

A carne em rubro, ao chão, expunha os seus retalhos.
Tal como  folhas de um outono, a força derribava os tronos.
Malditas as mãos que tocam nos meus  relicários!
Tão desolado, o Ser Divino  lamuriou as suas dores no Horto. 

Porém, contentes, eles o puseram num trono de barro.
Cegaram os seus olhos, sangraram seus ouvidos cantando-lhe hinos.
Erigido em pedra, deram-lhe glórias, recriaram para si um deus-menino.
Agora tudo estava "perfeito", eles tinham um ser como o seu eleito!


Mais uma vez o menino-Deus chorou distante...
Porque eles não entendiam(?)
A ele, que tanto nos ama!
A ele, que tanto nos ama!


Dali, toda Terra se viu em chamas.
Pobres almas ofegantes!
Porque um dia  todos eles ainda saberiam.
Que  o Ser Divino nunca foi Marte.

Do céu ele  viu quando os rios transmutaram em fel.
Foi quando mais uma vez Caim matou a Abel.
Façamos novas guerras, destruamos outras tribos.
Eles não entendiam que o Deus Vivo nunca fora um mito(?)


Marcante e longo foi o seu exílio.
Em chagas, permitiu-lhes o castigo.
Das cavernas, revidaram com pedras.
No coração deles, Deus não estava.

Aquela desumanidade ainda persiste...
Glorificado os mártires levados aos circos.
Por esse  amor que não se apaga.
Que não se paga!

Por esse  amor que não se apaga.
Que não se paga!
Por esse  amor que não se apaga.
Que não se paga!


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Autoria: ChicosBandRabiscando










domingo, 16 de maio de 2021

Encruzilhadas


A ilusão não se  prende  a palma da mão.

O que dirá em um coração?


Se caminhos se findam, 

outros, se abrem....


Mas quando algo ainda fica?

Isso,  só o destino é quem sabe!

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Autoria: ChicosBandRabiscando



Obs.: A ilustração do poema foi feita por mim.

Pássaros das nuvens

 

O amor prende,

mas quer a liberdade...


Só quem ama entende,

sabe o que é a saudade!

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Autoria: ChicosBandRabiscando



Obs.: existem várias sites com esta imagem,

logo, não consegui dar créditos a mesma.


Na próxima parada


Cansei de seguir  teus passos nesta estrada.

Só agora sei o quanto lutei contra as suas leis.


O amor já vem com as suas cartas marcadas!

Vou esperar  outro alguém na próxima parada.


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Autoria: ChicosBandRabiscando