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sábado, 20 de julho de 2019

O gato da noite


Quero o teu corpo abrigo,
baby.
Uma dose dupla de você.
Teu calor é meu fogo-amigo.
Vou ficar unhando o teu telhado,
farejando migalhas do teu carinho.
O gato da noite chegou cansado,
estou querendo é ser lambido.

Porque hoje estou...
Down   down  down!

Porque hoje estou...

Down  down down!

Baby, 
mande embora o seu namorado,
porque a noite ta um frio gelado.
Tô precisando do teu ninho.
Hoje não quero nenhum papo com a lua,
só tô precisando de um pouco de carinho.
O seu  gato da rua  veio carente,
tudo o que preciso é o teu colo.
Quero vagar por dez noites no teu solo,
confessar segredos neste quarto escuro.

Porque hoje estou...
Down   down  down!

Porque hoje estou...

Down  down down!

Sei que sou  o teu  gato sem botas,

o seu  felino pobre  e sem nota.
Mas você sabe muito bem,
baby.
Sabe que eu sei  sei fazer miau...
Miau!
Ao teu lado me sinto mais seguro,
pois, gatos também ficam escaldados.
Tô precisando de amor,
de amor, baby.
O teu felino caiu do muro,
é só você que  sabe me dá calor.
Fale-me mais desse tal de cupido,
baby.

Porque hoje estou...

Down   down  down!

Porque hoje estou...

Down  down down!



                             

 Autor:     

                                        
Francisco de Assis Dorneles








Credites:https://pixabay.com/pt/photos/grafite-parede-gato-pulverizador-3062069/



















terça-feira, 16 de julho de 2019

Quando eu fui

Eu quis brincar no parque,
mas você já não sabia girar.
Tudo estava  tão diferente,
foi quando tive que acordar.
Por isso estive fora uns dias,
fui para bem longe de mim.

Eu viajei por uns dias,
já não estava mais afim.
Fui embora  por mil dias,
eu me afastei de você.

Desliguei-me de quase tudo,
das coisas que eram ruins.
Estive do outro lado do mundo,
busquei reencontrar meu tempo.
Eu não queria mais te ver.

Fui sozinho fazer a viagem,
mesmo doendo as saudades.
Quis retomar minha  liberdade,
Paguei o preço pra te esquecer,
eu não te levei na bagagem.

Eu viajei por uns dias,
já não estava mais afim.
Fui embora  por mil dias,
eu me afastei de você.





Autor: ChicosBandRabiscando







quinta-feira, 11 de julho de 2019

O viajante



Perdido sentimentos,
tanto tento...
Tento!
Tento me encontrar.

Vou de carona nessa estrada.
Porque o meu destino é viajar...

Eu não aprendi a amar.
Tudo que sei é a mala.




Autor:ChicosBandRabiscando


           







Credites:https://pixabay.com/pt/photos/caminhantes-viagens-viagem-vaguear-1607078/


quinta-feira, 4 de julho de 2019

O louco



Trago no sangue a loucura,
nos gestos, esta insanidade.

Eu cuspo na  tua cara,
escarro-te  a verdade.

Não finjo,
não fujo...
Oh, água suja!

Por que me cala?
Por que me acusa?
Devolva-me a  liberdade.




Autor:ChicosBandRabiscando

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Destino


Ingênua criança,
será que nunca  percebe?
Do destino não se foge.

Mesmo assim,
ela corre....
Corre!

Corre e logo cansa.
Esperança... 
Desesperança...

Como se atreve!
Nada disso li adianta.
Sou o início o meio, fim.

Venha, minha pequena,

chega desse cai e levanta.
Arrume as malas, está de mudança.





Autor:ChicosBandRabiscando






domingo, 30 de junho de 2019

Um homem, uma mulher.



Hoje acordei acuado por meus medos,
não pude esconder  os dedos.
Abri os olhos confessando segredos.
Coisas que somente são ditas na cama.

Quero saber, por que  a gente ama?
Diga-me ao menos um porquê.
Às vezes viajo nas águas deste vazio.

Sonhei desperto no calor do teu corpo,
nos meus ouvidos a malícia da tua voz.
Coisas legais,  palavras tão sacanas.
O teu sorriso me bateu de frente.

Misturas do nosso liquidificador,
batidas com as  mordidas preferidas.
Em minha boca a nossa pasta de dentes.
Na cama suados,a gente ainda fazia amor.

Um homem, uma mulher.
É tudo tão diferente.

Tem momentos que tudo  esta frio.
Tem horas que a gente esta quente.

Um homem, uma mulher.
É tudo tão diferente.



                                                                        


  Autor: ChicosBandRabiscando






Credites:https://unsplash.com/photos/a7XUtljVEMc

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Poetas kamikazes



Poetas nada mais são que  kamikazes,
visto que a sua poesia os envaidecem.
Bom seria  se atirassem de um prédio.
Dia feliz vendo a morte dos seus egos.
Poetas, escutem  agora o que  lis peço.
Imolem-se! Se apaguem para o universo.
Quero vê-los sangrar a pisar os pregos,
cumpram de vez o seu destino manifesto.

Porque a poesia só é poesia quando o fiel 
escudeiro é um cervo cego dos seus versos.
Não há poesia sem o puro amor a verdade.
Poetas, 
não me venham a criar nenhum dilema!
Sacrifiquem-se agora por seus poemas,
nenhuma arte  se serve dos covardes.
Morram convictos de não ser um  ato falho.

Exponham os vossos corpos a lâmina da faca,
que ela os cortem retalhos por retalho...
Não há neste mundo uma morte mais  profunda.
Calem-se poetas, procurem não deixar dúvidas.
De hoje em diante ninguém mais os acusa.
Sem entreguem a morte em pluma leveza.
E que nenhum ataude ao fogo seja poupado,
quero ver as chamas a devorar os cadernos.

Desapareça!
Letra por letra...,
frases por frases.
Se apaguem!
Duvido que deixem saudades.
Quem sabe?
Provavelmente, nem mesmo a poesia
venha a chorar pelo seu fim.

Poetas pedestais,  altivos e embevecidos.

Todos vendidos a alma do consumismo.
Por cada um de  vós oro,
desejo que queimem!
Ardam toda essa vaidade no inferno.
Envaidecidos poetas, renasçam!
Ou , descansem sem ter a paz.
Por vocês  já não choro.


Autor: Francisco de Assis Dorneles










Credites:vecteezy




quinta-feira, 20 de junho de 2019

Monólogos com refrigerante


Vou tomando o meu porre de Coca-Cola,
aqui estou sem motivos para negar.
Dane-se o mundo, pois, estou desolado.

Vivo as incertezas desta minha vida;
não vou  me atrever a jogar os dados,
apostar em alguém que não irá voltar.

Preciso agora peregrinar sozinho,
dialogar com as vozes  do meu vazio.
Já não tenho você ao meu lado.

Vento,
porque me sopra tão frio!
Sabes mais  do que ninguém,
meu último suspiro é sentimento.

Tristeza, não me amola!
Deixe-me em paz a cruzar este deserto,
pois, se realmente há jardins em flores,
é a sós  que me farei desperto.

Por hora, 
tudo a mim são dores.
Chuvas de incertezas,
lágrimas que demoram.

Dizem que o amor é sem fim,
talvez não seja para mim.
Sendo assim, me arrebento.

Tornei-me um filósofo da descrença,
das tempestades  que não marcam hora.
Não posso viver de falsas aparências.

Há um vulcão em erupção queimando o meu peito,

rios caudalosos de lágrimas a correr por dentro.
Explodam! Mostrem de vez tudo o que sinto.

Tenho o pulsar vivo e descompassado,

tal como as raízes profundas de uma planta.
Batidas ritmadas  por defeitos tão perfeitos.
E negar tudo isso, não me adianta.

Coração amigo,
bandido.
Paga o preço da verdade,
da preciosa  liberdade!

Sentimentos que me rendem,
que não toleram a falsidade.
Chegam beirar a insanidade,
mas, a mentira não me prendo!

Dizem que o amor é o puro verso,
que escreve suas rimas ao reverso.
Tenho a alma ameaçada a sepultura,
cavalgo feito o cavaleiro da triste figura.

Semente que a terra germina ,
será que um dia virá a ser madura?
Alguns preferem apenas fingir,
se entregar as suas falácias.

Se o puro amor me abraça,
qual o sabor de agora mentir.
Por favor, alguém me responda?

Sou um servo que vem a servir,
não há força em mim a resistir.
Todo sentimento me ronda!

É uma benção a ação do tempo,
traz a ferrugem as  lembranças.
Saudosas são as saudades,
porém, aqui delas me despeço.

Ferido  coração,
por hora,
ficará na prisão.
O amor é te uma prova.

Cala-te, 
prisioneiro desta paixão.
Por que ainda me implora?
Garçom, mais uma Coca-Cola.





                                                         Autor:   Francisco de Assis Dorneles














Credites:https://stocksnap.io/photo/WDVOJDHRK1