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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Laços perfumados

Tudo o que fiz para você foram apenas rascunhos.
Deixei-te o meu coração por tantos embrulhos!

E talvez em nenhum deles fiz os laços  perfeitos.
Ainda assim, ficou por tuas mãos o meu cheiro.




Autor: 

                   Francisco de Assis Dorneles









Credites:Foto de freestocks.org no Unsplash






Nepalm




É difícil fazer as coisas acontecerem.
É complicado para um ser comum.
Afaste de mim esta lente.
Não tente me dar um  "zoom".

Porque a sociedade esta doente.
Caqueticamente decadente.
Queria não expor minhas tristezas.
No mundo sintético não há beleza.
Não foque o meu rosto de frente.

Meu único "dólar" foi rasgado.
E o meu bolso foi roubado.
Matar o leão é ganhar o pão.
É o que chamam de trabalho.
Às vezes nos tratam como gado.

Nasci do lado de lá, senhor.
Não visto a beca dos "civilizados".
Gado bom não se revolta,
nem precisa fechar a porta.
Há tantos cegos no castelo.
Uma salva de tiros aos idiotas.

Tem certos tipos que não venero.
O passado esta "sempre novo".
"Gado bom é o Zé do povo".
É sempre assim, senhor.
O poder tem muitos tentáculos.

No tabuleiro eles movem as peças.
A Matriz é um rolo-compressor.
E quanto a nós? 
Não interessa!
A grande máquina tem presa.

Somos os pedaços de carne.
Triturados a sonhos e ossos.
O que vale uma vida?
Pergunte aos meus olhos.
Às vezes penso demais,
fico à beira do cais.

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta.
Nada disso  alenta.

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta...
Nenhum futuro  alenta.

Ninguém me convence,
desta falta de decência.
Terra em transe,
Estado e violência.
O mundo ficou pequeno!

Todo crime  compensa.
Na política, na guerra.
No bem contra o mal.
O que mais nos espera?
Não raiou a liberdade.

Batidas policiais.
Batidas de panelas.
A ignorância dos bossais.
A floresta e os canibais.
Uma cadeira presidencial.

Pobres filhos de Cabral,
nada de novo nos jornais

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta.
Nada disso  alenta.

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta...
Nenhum futuro  alenta.

A ganância dos mais altos.
Tomam tudo de assalto!
A fé comendo as ovelhas,
os pregadores de puteiro,
fazem tudo por dinheiro!
Sangue, suor e vidas,
não vejo saída?

Mas o filho do homem tinha sede;
ainda tem fome, um nome!
Pela cruz  morreu primeiro.
Fica faltando um enredo.
Deus, o porquê deste medo!

Mais um pombo caiu,
medalhas no peito.
Erro grotesco!
Ninguém assumiu.
Onde está o meu país que sumiu?

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta.
Nada disso alenta.

Porque a música é lenta...
É lenta...
Por mais que você tenta...
Nenhum futuro  alenta.


Um dia tudo isso se arrebenta.



Autor: (ChicosBandRabiscando)










domingo, 15 de setembro de 2019

Monólogos do meu ser


Dialogo muito com meus sentimentos,
do que  eu não digo.
Mas, do que penso.

Dialogo com os meus perigos.
De tudo o que me falo,
o que levo em silêncio.

Sou um náufrago sobre o  Pacífico,
uma alma que nunca se cala.
Transpiro em  existencialismo.




Autor: ChicosBandRabiscando









Recado


Mãe,
você foi um projeto de Deus em minha vida.

E entre nós ficará para sempre este elo!

Pois, nunca...

Nunca haverá despedida!

Mãe,
é tanto que eu te quero!

___________________________
Autor: ChicosBandRabiscando
Recado 






segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Fragmentos


Fragmentos são sentimentos,
partes de um coração despedaçado.
Sei que o hoje  é  algo complicado.
E olha que já tentei tantos caminhos.
Eu não escondi  minhas fraquezas.
Restou-me apenas esta saudade,
retalhos de uma alma presa,
Uma represa lutando por liberdade.

Ainda me pregam uma tal felicidade.
Mas, não...
Eu já não  sei?
Sei que também errei,
porém, não sou um caso de covarde.
Ninguém vai ler as minhas verdades.

Nada mais  faz sentido.

E ainda dizem  que o amor nos faz  vivos.
Não sei? Não quero mais!
De tudo isso,  duvido.

Trago no peito um coração puro.

Um coração pisado e  machucado.
O futuro é  algo tão complicado;
não compreendem,
claro que não!
A dor  é-me um alento a solidão.

O que faz o  tempo se não  desafiar o amor.

E no final do túnel fica apenas esta dor.
Esta dor!
Lembranças nem sempre são um bom legado,
ficam  os fantasmas narrando o meu passado.

Não quero mais pisar tantos percalços.
Sofrer  a guerra é uma dor eterna;
dentro de mim...
Talvez não seja assim tão ruim, 
mas tudo ruiu.

Carrego agora um peso morto.
O corpo inerte de uma alma que partiu...
Das dores de um coração poroso.
Por que no final, fica apenas escravidão.
Escrevidão!
Não quero mais.

Pode ser que ainda haja novos caminhos;
prefiro não mais acreditar.
Por isso, não me fale de paixão.
Sei que é complicado andar sozinho.
Mas, já confessei o meu destino.
Acostumei a ter o inverno rigoroso.

Nada mais me machuca.
Fica apenas um ser marcado.
Num tempo lento preguiçoso...
Por esta dor.
Por esta dor!
Não, 
não quero mais.






Autor: 


               Francisco de Assis Dorneles

 












Credites:Foto de Andrew Neel em Unsplash

sábado, 7 de setembro de 2019

Alma em transe



Falo pouco do meu vasilhame.
Deste meu copo sujo-limpo.

Da falsa pele a que me sustento.
Devoro os gênios do bem e o mal.

Sou uma fera sempre com fome.
Sangro na carne e me arrebento.

Troco de corpo para estar vivo.
Corro nas veias de um ser dual.

__________&
ChicosBandRabiscando 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Naquele ponto



Eramos tão jovens.
Tão pobres do futuro.
Eu te dei uma flor.
Eu decorei a tua rua.
E te amei assim tão nua!

Ficaram as frases no muro.
E nem o tempo apagou.
Nem as nuvens passaram.
Por que eu te juro!
Para sempre lá escritas.

Pelo meu coração.
Por cada estação.
Das loucuras que disse.
Do ouro que você roubou.
Eu morri no verão.

Eu chorei teu aviso.

Eu clamei por mais vida.
Eu fui mesmo covarde.
Eu apenas  errei.
Eu estava em medo.

E te odiei por uns dias.

Eu te amei por mil dias.
Eu não queria o fim.
Eu te queria pra mim.
Eu morri de saudades.

Aos prantos, chorei.
Foi tanto que te amei!
Por isso, cheguei tarde...
Fiz despedida sem beijo.
Eu desafinei o enredo.

Linda, tão bela!

Eu vi teu olhos na janela.
Você foi a partida...
E eu o desencontro.

Bem naquele ponto.

Bem naquele ponto.
Bem naquele ponto.



Autor: ChicosBandRabiscando
























Credites:Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/Free-Photos-242387/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1031653">Free-Photos</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1031653">Pixabay</a>

domingo, 1 de setembro de 2019

Carta molhada de despedida



Deixei num cesto alguns rabiscos.
Eram ciscos que  tinha nos olhos.

Papeis e papeis  bem amassados.
Adeus, meu  amor, tudo acabado!


Autor:  (ChicosBandRabiscando)